segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ERA UMA VEZ,
EM PINOQUILÂNDIA...




“Mudar é difícil, mas é possível...”.

Paulo Freire (1921 - 1997)
Educador brasileiro



Impossível garantir que estou satisfeita com o resultado das eleições presidenciais – só verificando a pressão arterial... Eu só acho estranho – entre muitas outras coisas – certas pessoas dizerem que eu deveria ficar feliz porque, pela primeira vez, na Historia do Brasil, uma mulher chegou ao Executivo – como será daqui para frente: presidente ou presidenta? Sou ignorante, querendo aprender a escrever – estou precisando de uma Bolsa Escola... Bom! E eu com isso, ou seja, com o fato de Dilma Rousseff ser a primeira mulher a governar o país? Posso até ser feminista, mas não sou bairrista. E acredito que tenho bom senso. Agora, se querem saber, eu não confio nessa mulher. Tenho até medo! A sua voz, imagem e qualquer alusão ao seu nome já me arrepia todos os fios do cabelo. E nem me perguntem por qual motivo, porque nem eu o sei. Sim, humildemente confesso que não tenho justificativa para isso. Só sei que não a suporto. E, quando eu não confio em alguém, pode esperar que vem merda...

Infelizmente, MARINA SILVA não foi eleita. Essa mulher, sim – pelo menos para mim –, é confiável. Transpira poesia e delicadeza, direto da Amazônia – o bem mais precioso dos brasileiros. E se preocupa com a TERRA, com o aquecimento global e demais questões ambientais. Enfim! Estou em depressão, tendo de digerir a eleição do cão vermelho desbotado. Digo isso porque eu também sou vermelha, mas a minha cor continua rubra. Sou comunista. Não petista. E não agüento assistencialismo – prática do governo de Lula, que inventou bolsas para tudo, menos para preservar a decência. Uma gestão, a dele, para lá de suspeita. Primeiro o homem foi eleito – e com o meu voto, para o seu primeiro mandato – e não cumpriu nada do prometido. Inventou um referendo do desarmamento ridículo – foi aí que aprendi a anular o meu voto. Afinal, um derrame de dinheiro público sem motivo, já que, por dia, continua morrendo mais gente no Rio de Janeiro do que na Faixa de Gaza. Depois, ele, Lula, passou a não saber de nada...

O infeliz não vê nada, não ouve nada... Um surdo-cego presidindo o Brasil. Resultado: ele se candidatou de novo a presidente. Eu? Entendendo um mínimo de política, anulei o meu voto. E nem me falem do bom governo desse homem dito bom! Sei não, mas Lula ressuscitou a Legião Brasileira de Assistência - LBA e até hoje não sabe. Promover a justiça social? Nada! Só assistencialismo barato. Ego é triste! Falou que iria abrir os arquivos ditos secretos da ditadura militar (1964 - 1985) e... Nada! Punir os militares? Nada. Hoje, o Brasil está sentado no banco dos réus por crimes contra a humanidade. Quem julga? A Organização dos Estados Americanos - OEA. E com o respaldo da Organização das Nações Unidas - ONU. Uma vergonha! Sem falar da parceria que ele, Lula, fez com um dos cabras mais corruptos deste país, que é o senador maranhense José Sarney – falando nisso, o infeliz já bateu as botas? Bom! Juntos, Lula e Sarney, com a conivência do Supremo Tribunal Federal - STF, calaram a boca do Estadão – há 458 dias sob censura.

E por qual motivo o trio – Lula, Sarney e STF – fizeram isso? Só porque o jornal divulgou informações sobre um filho incauto do senador. Ora, a ficha do jovem é mais suja do que pau de galinheiro – herança genética –, mas, como no país democrático em que a gente vive nada se vê... Nada se ouve... Então! Achando pouco, Lula, com o novo aliado, o STF, sob a tutela de um magistrado de quinta, que se chama Gilmar Mendes, decidiu – democraticamente – pelo fim da exigência do diploma de jornalista e do devido registro no Ministério do Trabalho e Emprego - MTE para o exercício regular da profissão, cerceando, assim, a liberdade de expressão no BRASIL. Democrático o governo Lula... Sei não, mas eu seria capaz de dormir com o capeta – caso ele existisse – do que com Lula. Por tudo isso e por muitas outras coisas mais é que não confio em Dilma Rousseff – vai ser a continuidade de uma ingerência. Também não queria Serra – é outro perigoso, porque se sustenta no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Enfim! Quando seremos livres?

 
Nathalie Bernardo da Câmara





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