domingo, 10 de maio de 2020

UNS VERSOS EM TEMPO DE PANDEMIA


LÁGRIMAS DE CEDRO

 

Em época de pandemia,

flagelo mundial,

quarentena é cantilena

de origem medieval.

 

Sistema de criação de bovinos,

confinamento, no caso, de humanos,

é muito mais do que tragédia,

causando infinitos danos.

 

Isolamento social, então?!

atalho para a depressão.

Que o digam os misantropos,

sem ponto de intercessão.

 

Postas assim as restrições,

um termo quiçá indulgente,

retiro domiciliar

espera uma cura urgente.

 

No mandato do vírus atroz,

temos de nos proteger:

ficar em casa é a opção

ensaio para sobreviver.

 

E ignorar um sem noção,

igualmente bestial,

que de carona no corona,

ficou ainda mais letal.

 

No charco que ora arrebenta,

óbitos marcham em torrente,

soterrando, de fila em fila,

um sonho belo e inocente.

 

Só que no teatro da vida,

retiro aperta mais do que anel.

E se for para contar histórias,

que o seja a de um cordel.

 

Nathalie

 

Natal (RN), durante retiro domiciliar em 2020,

ano em que uma pandemia assolou o planeta Terra.




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