segunda-feira, 12 de outubro de 2020

NÍSIA FLORESTA: FATOS, LENDAS & MITOS *

“Um preconceito desfaz-se – basta a simples reflexão...”.

Machado de Assis (1839 - 1908),

escritor brasileiro

 

Por Nathalie Bernardo da Câmara


210 ANOS APÓS O SEU NASCIMENTO, em 12 de outubro de 1810, na Vila Imperial de Papary, então Capitania do Rio Grande, a educadora autodidata, escritora e feminista Dionísia Gonçalves Pinto é uma das personagens mais emblemáticas da galeria dos grandes vultos nacionais, embora, para a maioria dos brasileiros, ela ainda seja uma mera desconhecida, seja por seu nome de batismo ou pelo majestoso pseudônimo que criou, isto é, Nísia Floresta Brasileira Augusta, quando, em 1832, aos 22 anos de idade,  publicou o seu primeiro livro, Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens, editado originalmente pela Typographia Fidedigna, em Recife, curiosamente apresentando-o como sendo uma “tradução livre” da obra A Vindication of the Rights of Woman, um tratado feminista escrito por Mistriss Godwin (1959 - 1797), nome adotado pela escritora britânica Mary Wollstonecraft ao casar-se com o jornalista, escritor e filósofo britânico William Godwin (1756 - 1836), publicado em 1792.

 

Ocorre que, cerca de 163 anos depois, em 1995, a historiadora brasileira Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke chegou à conclusão de que, ao contrário do que se acreditava, o livro de Nísia era, na verdade, uma tradução literal e integral de um tratado ainda mais radical e anterior ao de Wollstonecraft, pois data de 1739, ou seja, Woman Not Inferior to Man, escrito por alguém que, para publicar as suas ideias, recorreu a um pseudônimo, que foi Sophia, a Person of Quality, cuja identidade é até hoje ignorada. Tal artimanha, portanto, a de Nísia Floresta, foi considerada por Pallares-Burke como sendo uma “travessura literária” da tradutora potiguar.[i] Na verdade, a historiadora chegou inclusive a interpretar a tal “travessura” como “uma brilhante astúcia utilizada para romper com as regras do mundo intelectual, a fim de lutar por uma causa nobre, para cuja defesa muitos meios se justificavam”.[ii]

 

O fato é que, apesar do ostracismo, Nísia destacou-se por sua singularidade em pensar e publicamente abraçar ideias inovadoras para a época em que viveu – contou a seu favor o liberalismo republicano do pai, escultor e advogado português radicado no Brasil, e o status socioeconômico da mãe e do marido, que a deixou viúva muito cedo e com dois filhos. Plural, Nísia publicou livros e artigos sobre temas variados, defendendo causas: denunciou o drama do índio brasileiro, subjugado pelo colonialismo estrangeiro; defendeu a abolição do sistema escravocrata e a instauração do regime republicano no Brasil; pregou a liberdade de cultos religiosos; lutou pela educação da mulher e por sua emancipação...

 

O conjunto da obra de Nísia, portanto, que compreende registros de um período histórico de radicais transformações políticas e sociais mundo afora, inclui uma biografia ímpar, intelectual e geograficamente irrequieta, revelando que as bandeiras que ela desfraldou, principalmente a de ser mãe, permearam a sua existência no Brasil e na Europa, onde morou por quase três décadas em três momentos distintos, vindo a falecer na comuna francesa de Bonsecours aos 74 anos de idade, em 24 de abril de 1885[iii] – apesar das provas irrefutáveis atestando o local do óbito de Nísia, ainda há quem negue o fato, estranhamente insistindo em defender a versão que prevaleceu ao longo de mais de cem anos, que foi a de que ela teria falecido na vizinha Rouen.

 

Segundo o escritor potiguar Henrique Castriciano (1874 - 1947), Nísia viveu uma atormentada, intensa e gloriosa existência[iv] – afirmação essa no mínimo plausível para quem, em 1909, conheceu Lívia Augusta, a primogênita de Nísia, que, mesmo após a morte da mãe, continuou morando na Europa, falecendo em Cannes aos 82 anos, em 1912. Já o caçula, Augusto Américo, que permaneceu no Brasil quando das outras duas viagens empreendidas pela mãe e pela irmã à Europa – a terceira em definitivo –, morreu no Rio de Janeiro aos 58 anos, em 1891. Na verdade, por sua liberdade de pensamento e ideias arrojadas, além de adotar métodos de ensino não convencionais, sobretudo no badalado colégio para meninas que manteve na Corte, Nísia foi vítima de calúnias e difamações não apenas ao longo da sua vida – daí os tormentos –, mas também postumamente.

 

Um episódio, contudo, somado aos cortes que sofreu o extenso poema A Lágrima de um Caeté (1849), de sua autoria, censurado pelo governo imperial por denunciar a degradação do índio brasileiro espoliado pelo branco colonizador e homenagear o advogado Nunes Machado (1809 - 1849), líder da Revolução Praieira (1848 - 1849), além de outros constrangimentos públicos, foi determinante para que Nísia decidisse passar uma temporada na França, ou seja: após um grave acidente ao cair do cavalo que a conduzia à casa do tio Joaquim Pinto Brasil (1819 - 1875)[v], irmão caçula de Nísia, Lívia comprometeu seriamente a sua saúde e, acatando uma “prescrição” médica, a mãe dedicada decidiu mudar de ares com os seus dois filhos, privando-se, com pesar, do convívio com a família que tanto amava, os amigos que prezava e um Rio de Janeiro culturalmente em efervescência, ao mesmo tempo deixando para trás os desafetos, com os olhos voltados apenas para o horizonte fecundo que se descortinava além-mar  durante a travessia que a levaria pela primeira vez à Europa.

 

Porém, não bastando ser caluniada, difamada e censurada na Corte, eis que, na segunda metade do Século XIX, Nísia tornou-se alvo de comentários nada edificantes por parte da educadora, escritora e historiadora Isabel Gondim (1839 - 1933), sua conterrânea, que, “prosaicamente”, nas palavras do poeta e contista potiguar João Batista Pinto, “transformou-a numa dama de má fama...”.[vi] Ocorre que, desprovida de fundamentos, Gondim passou a especular sobre a vida de Nísia, divulgando boatos a seu respeito – crassa contradição para uma pesquisadora da sua estirpe, pontual no registro de fatos históricos. Infelizmente, austera e puritana, Gondim era o oposto de Nísia, que, destemida, ousava desafiar o establishment; o tempo e outras más línguas, por sua vez, encarregando-se de difundir os boatos alardeados por Gondim, ainda criando novos disse me disse, sobretudo após o traslado dos restos mortais de Nísia da França para o Brasil, em 1954, e do seu depósito numa tumba, chamada de mausoléu, construída para tal fim na sua cidade natal, que, aliás, já havia mudado de nome em sua homenagem (decreto-lei de 23 de dezembro de 1948), passando a chamar-se Nísia Floresta.

 

O fato é que os despojos de Nísia, que deixaram o porto de Marseille em 09 de agosto de 1954, chegaram ao porto de Recife quase um mês depois, em 05 de setembro, sendo recebidos pela Academia Pernambucana de Letras (APL) e em cuja sede, aos cuidados do  jornalista e escritor potiguar Nilo Pereira (1909 - 1992), então deputado estadual de Pernambuco, eles permaneceram por alguns dias. Recebendo da APL a incumbência de acompanhar o ataúde até Natal, capital do Rio Grande do Norte, e, em seguida, conduzi-lo ao seu destino final, no caso, o município de Nísia Floresta, Pereira resolveu, movido pela curiosidade e antes de partir para Natal, fazer uma “traquinagem” de gente grande com a ajuda de um colega, que foi, à surdina, na calada de certa noite, abrir o ataúde, deparando-se, para a sua surpresa, com uma Nísia embalsamada – prática até então comum na Europa –, “um tanto reclinada, os cabelos longos, a cor macerada”, além de “um cheiro de mofo”, do qual emanava um “segredo quase centenário”.[vii] Na verdade, quase octogenário.

 

No dia 10, portanto, já em Natal, após o desembarque no porto da cidade da corveta que os transportavam, Pereira e o que ele chamou de “múmia”[viii], homenagens várias foram prestadas em memória daquela que, apesar de inerte, dentro de um caixão, simbolizava conquistas e glórias para o povo potiguar – à ocasião, na condição de acompanhante da homenageada, Pereira proferiu um discurso emocionado, dramático e repleto de equívocos, sobretudo ao sugerir, apesar de poeticamente, que uma dada “peregrinação” chegara, enfim, ao fim, especulando, ainda, que o embalsamento poderia ter sido proposital, já que ele não descartava a hipótese de que Nísia sempre acalentou o desejo de retornar ao Brasil... É, pelo visto, parece que o ponto alto das homenagens foi mesmo a presença de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Em suas manobras, arremessaram sobre todos um sem fim de exemplares da edição comemorativa de um selo que, em deferência ao traslado, foi emitido pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que, aproveitando o ensejo, o lançou nacionalmente. Presente ao “júbilo”, um tio meu paterno que, à época filatelista, me contou, em êxtase, quando eu ainda era criança, que, naquele dia, “caiu uma chuva de selos” do céu – dois dias depois, Nísia e o seu esquife chegaram ao destino não pretendido por ela, mas decidido, egoísta e insensivelmente, por terceiros.



Edição comemorativa ilustrada no anverso com uma fotogravura de Nísia Floresta Brasileira Augusta em bico de pena por Rubens e reproduzido no selo, a publicação traz em seu reverso um texto de autoria do folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo (1898 - 1986), que, apesar de bem intencionado, posto que enaltece a homenageada, carece de dados biográficos que viriam à baila apenas décadas depois.

 

No leque de opiniões, entretanto, que, à época, pulularam em matérias, notas, declarações, artigos e demais publicações, na tentativa de reivindicar o traslado em questão, justificando-o, encontra-se de tudo. Uma dessas opiniões, inclusive, praticamente unânime, foi a de que Nísia só não morreu no Brasil e o seu corpo enterrado em solo brasileiro porque ela não teve meios e nem recursos para isso. Tanto que, em texto publicado na revista O Cruzeiro, em 15 de maio de 1954, a escritora cearense Rachel de Queiroz (1910 - 2003) se compadece do “infortúnio” de Nísia e diz que o resgate dos seus restos não seria nada mais do que “uma missão de carinho e piedade”. Já o advogado, jornalista e escritor potiguar Rômulo Chaves Wanderley (1910 - 1971), em nota publicada na Tribuna do Norte, em 11 de setembro de 1954, faz um mea culpa alheio e descabido ao escrever que, desde o falecimento e sepultamento de Nísia na França, o Brasil contraíra uma dívida com ela – dívida essa, aliás, que, a seu ver, só seria sanada com o traslado dos seus despojos, que, durante décadas, ficaram “esquecidos” num cemitério francês. Dizendo isso, o autor da nota referia-se ao fato de que, em 1950, o jornalista potiguar Orlando Ribeiro Dantas (1896 - 1953), fundador do Diário de Notícias, localizara o túmulo de Nísia no cemitério de Bonsecours – localização essa que, inclusive, como veremos adiante, não deveria ter passado disso. Só que passou, dando ideia, no caso, a de trasladar os despojos de Nísia para o Rio Grande do Norte. Uma infeliz iniciativa, diga-se de passagem, embora aos poucos recebendo adesões, muitas das quais, contudo, apenas para satisfazer caprichos e vaidades intelectuais...

 

Ocorre que, acatando a proposta do traslado dos restos mortais de Nísia da França para o Brasil, o governo brasileiro encarregou o então presidente do Centro Norte Riograndense do Rio de Janeiro, Marciano Alves Freire, de tomar as devidas providências para a concretização do “feito”. Tal decisão, entretanto, não apenas respaldou o frenesi coletivo dos envolvidos no processo, como também desrespeitou uma resolução tomada em vida pela própria Nísia, posto que, dias depois da sua morte – daí, provavelmente, o motivo do seu embalsamento –, a filha adquiriu a concessão de um jazigo perpétuo no cemitério de Bonsecours para ela e a mãe, que, é bom salientar, de há muito escolhera a cidade normanda como a sua derradeira morada, o seu refúgio terminal, evidenciando que não pretendia retornar ao Brasil ainda em vida – o que dirá num caixão! Infelizmente, esse era o objetivo da peregrinação de terceiros.

 

Daí que, após a apropriação indevida dos despojos de Nísia, estes foram depositados no burlesco mausoléu à sua espera e onde, queiramos ou não, se encontram até hoje – desde então, “lendas” e supostas “maldições” associadas ao seu nome foram criadas: para a maioria da população local e arredores, por exemplo, Nísia não passava de um espectro a vagar pelas ruas do lugar; um vulto, arrastando correntes ou coisa parecida, seduzindo homens casados ou assustando solitários noctívagos em noites de lua cheia. Ou seja, uma personagem lendária, desafiando o tempo e o espaço no imaginário popular, até que, em 1985, um século depois de Gondim ter publicamente questionado a idoneidade da brasileira augusta, outra conterrânea de Nísia, a jornalista e escritora Socorro Trindad, saiu em sua defesa.

 

Para Trindad, “Nísia Floresta tornou-se mito por ser maldita”, já que, entre outros rótulos, ela ganhou fama de “puta erudita”. E por mais que não seja tarefa nada fácil erradicar estigmas, eles podem, sim, ser desvendados. No caso de Nísia, isso ainda é possível, apesar de, durante muito tempo, quando tiveram a oportunidade de fazê-lo, não foram poucos os que apenas reforçaram falsas crendices relacionadas ao seu nome. Exemplo disso foi o do publicitário, poeta, ator, ensaísta, tradutor e professor brasileiro Décio Pignatari (1927 - 2012) numa crônica que publicou no jornal Folha de S.Paulo, em 12 de novembro de 1986, e na qual “afirmou” que o positivismo chegou ao Brasil “pela cama de Nísia Floresta”, assim insinuando que ela fora amante do filósofo francês Auguste Comte (1798 - 1857) – insinuação essa que apenas revela o quão Pignatari ignorava o teor das correspondências trocadas entre Comte e Nísia, que, é bom salientar, só se encontravam em eventos sociais, além de ainda ser ignorada por muita gente a verdadeira razão da primeira viagem de Nísia à Europa, em 1849.

 

Em artigo publicado n’O Diário do Povo, em 08 de março de 1991, a então coordenadora do SOS - Ação Mulher de Campinas, a feminista Maria José Tarube, declarou que Nísia teria sido “expulsa” do Brasil por praticar o “lesbianismo” com as alunas do seu colégio... Opiniões equivocadas à parte sobre a vida sexual da educadora, a sua trajetória sempre foi marcada por conflitos, dramas e enormes desafios, mas sempre superados pela lucidez que lhe era peculiar, à revelia de todo um preconceito arraigado e dos inúmeros adjetivos, pejorativos ou não, à ela atribuídos: “leviana, mestiça e adúltera”, acusou-a Isabel Gondim; “mulher extraordinária”, elogiou-a o educador, historiador e escritor potiguar Adauto da Câmara[ix]; “singularíssima figura literária”, exaltou-a Henrique Castriciano[x]; “figura invulgar para o mundo em que viveu, forte, sensível, enérgica, heroica na defesa e divulgação de suas ideias”, enalteceu-a Câmara Cascudo[xi]; “exceção escandalosa”, reconheceu o escritor pernambucano Gilberto Freyre (1900 - 1987)[xii]; “admirável mulher”, definiu-a Nilo Pereira[xiii], “monstro sagrado”, engrandeceu-a João Batista Pinto; “intrépida revolucionária”, discursou o político Deoclécio Duarte (1894 - 1975)[xiv], “mulher ousada e inteligente”, concluiu Rachel de Queiroz[xv]... Enfim, entre desapreços e apreços,  o fato é que, por seu arrojo intrínseco, Nísia Floresta, brasileira de solo e augusta nos princípios, foi um “atrevimento” que desafiou os costumes da sua época como diria hoje, ela fez a diferença.

 

Não à toa, Nísia foi e continua sendo por muitos respeitada e homenageada: nome de escolas e de ruas de Natal, Recife, Porto Alegre e Rio de Janeiro – cidades onde ela morou –, além de patrona de cadeiras em academias literárias brasileiras. No Monumento a Benjamin Constant, em deferência a abolicionistas brasileiros, inaugurado no dia 14 de julho de 1926, na Praça da República, no Rio de Janeiro, um busto de Nísia Floresta foi incluído entre o do político José Bonifácio (1763 - 1838) e o do escritor Castro Alves (1847 - 1871). Décadas depois, no dia 29 de abril de 1977, um retrato de Nísia Floresta, feito por Baltazar da Câmara (1890 - 1982), foi inaugurado na Galeria de Honra do Instituto Joaquim Nabuco, em Recife, introduzindo a norte-rio-grandense no seleto clube frequentado apenas por figuras masculinas, entre as quais, o marechal Duque de Caxias (1803 - 1880), o escritor José de Alencar (1829 - 1877) e o aviador Santos Dumont (1873 - 1932).

 

Por outro lado, há quem relegue Nísia às brasas de um “purgatório” que até hoje queimam e teimam em mantê-la às margens dos tradicionais livros de história, limitando o acesso ao conhecimento da sua bibliografia e biografia a um círculo seleto de pesquisadores e curiosos mesmo assim, muitas vezes por alto , embora os seus livros já tenham sido reeditados, inclusive os escritos em francês e italiano, que, traduzidos para o português, podem ser encontrados em algumas livrarias, embora, por algum motivo, sem visibilidade em suas estantes, bem como sem o merecido destaque na mídia. De qualquer forma, uma coisa é incontestável: não se pode falar de feminismo e de educação no Brasil sem falar de Nísia, para quem a educação seria o mais importante e eficaz instrumento de conscientização da mulher do seu papel na sociedade – condição sine qua non para a conquista da sua emancipação, liberdade e cidadania, sendo a educação da mulher o barômetro que indica os progressos de toda e qualquer civilização, e que somente um trabalho em conjunto, envolvendo mulheres e homens, é capaz de “desarraigar herdados preconceitos”, operando uma real metamorfose, que, aliás, ninguém sabe quando ocorrerá.



 * Revisado e atualizado pela autora, o presente artigo foi originalmente publicado no extinto jornal O Galo. Ano XIV, n° 7, Fundação José Augusto, Departamento Estadual de Imprensa do Rio Grande do Norte, Natal-RN, julho 2002.


[i] PALLARES-BURKE, M. L.G. Nísia Floresta, o Carapuceiro e outros ensaios de tradução cultural, São Paulo, Hucitec, 1996.

 

[ii] PALLARES-BURKE, M. L.G. Travessura revolucionária (06/10/2020): https://piaui.folha.uol.com.br/travessura-revolucionaria/

 

[iii] Na trilha de Nísia Floresta. O Poti – Ilustrado, p. 3, Natal (RN), 24 de novembro de 1996.

 

[iv] CASTRICIANO, Henrique. Uma figura literária do Nordeste: Nísia Floresta. Imburana – revista do Núcleo Câmara Cascudo de Estudos Norte-Rio-Grandenses/UFRN. P. 2, n. 12, jul./dez. São Paulo, 2015.

 

[v] À ocasião, Joaquim Pinto Brasil convalescia de uma febre perniciosa que o acometera gravemente e a sobrinha decidira visitá-lo. Tratando do irmão com homeopatia, que Nísia Floresta já conhecia e que em pouco tempo o curou, ela decide abertamente declarar a sua adesão à medicina criada pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755 - 1843).

 

[vi] Nysia Floresta. O Poti, Natal (RN), 29 de setembro de 1985.

 

[vii] Moraes, Helicarla Nyeli Batista de. Viagem-memória de Nilo Pereira: do Ceará Mirim ao Recife e do Recife ao Ceará Mirim, Coleção Dissertações e teses do CCHLA, Natal (RN), EDUFRN, 2011, p. 85.

 

[viii] Idem.

 

[ix] CÂMARA, Adauto da. História de Nísia Floresta, Irmãos Pongetti Editores, Rio de Janeiro, 1941.

 

[x] CASTRICIANO, Henrique, op. Cit., p. 2.

 

[xi] Diário de Natal. Educação: Nísia Floresta Brasileira AugustaA primeira Feminista do Brasil. Natal (RN), 31 de março de 2006, p. 25.

 

[xii] FREYRE, Gilberto. Sobrados e Mucambos, p. 134, Editora Nacional, 1936.

 

[xiii] PEREIRA, Nilo. Nísia Floresta e a Academia Pernambucana de Letras, Discurso pronunciado no Instituo de Educação de Natal, 11 de setembro de 1954, revista Bando, p. 133.

 

[xiv] DUARTE, Deoclécio. Exaltada, na Câmara dos Deputados, a memória de Nísia Floresta, Diário de Notícias, 13 de maio de 1954.

 

[xv] Nísia Floresta, revista O Cruzeiro, Rio de Janeiro (RJ), 15 de maio de 1954.

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NATHALIE BERNARDO DA CÂMARA

Jornalista e tradutora do livro Fragments d’un ouvrage inédit - Notes biographiques, de Nísia Floresta Brasileira Augusta, A. Chérie Éditeur, 111 pages. Paris, 1878; a tradução, Fragmentos de uma obra inédita - Notas biográficas, foi publicada pela Editora da Universidade de Brasília (UnB), 151 páginas. Brasília-DF, 2001. 

 



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