domingo, 1 de junho de 2014

RN: DESCASO PARA COM O PATRIMÔNIO E A HISTÓRIA NACIONAL

Capa do Novo Jornal do dia 1º de junho de 2014.


Tradicionalmente, ou por praga, apesar de raríssimas exceções, os políticos do Rio Grande do Norte, aliados a classe empresarial, sempre trataram o Estado como um brinquedo, o qual pode ser montado, desmontado ou, até mesmo, destruído ao seu bel prazer, sem o menor dos pruridos. Na primeira semana, por exemplo, de operações do novo aeroporto – nem vou dizer o nome para não me contrariar ainda mais –, que passou a funcionar em São Gonçalo do Amarante, a 30 quilômetros de Natal, o Aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim, na Grande Natal, que passou a funcionar para a sociedade civil em 1951, embora com um histórico anterior, foi desativado sem o menor constrangimento pelas ditas autoridades do Estado. E exatamente há “um ano e nove meses após ter reforma que consumiu R$ 16,4 milhões e deixou o terminal pronto para operar até na Copa do Mundo”. Isso sem contar que, em 2000, houve uma primeira grande ampliação do aeroporto, na qual foram investidos R$ 60 milhões. À época, o governador do RN era o atual ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, parente, inclusive, do falecido político que dá nome ao novo terminal e que, aliás, diante da desativação do Aeroporto Augusto Severo, declarou que o mesmo “é uma página virada na história” – assim mesmo, como se fosse a coisa mais normal do mundo descartar uma estrutura como a que foi desativada, que, diga-se de passagem, possuía uma capacidade para receber 5,8 milhões de passageiros por ano, só 400 mil a menos do que a do novo, que é de 6,2 milhões (diferença irrisória, né?). Infelizmente, embora o tempo passe, certas pessoas nunca evoluem... Enquanto isso, espero que o político, jornalista, inventor e aeronauta brasileiro Augusto Severo de Albuquerque Maranhão (Macaíba, RN, 1864 – Paris, França, 1902), que dava nome ao histórico aeroporto, esteja rogando praga para que certos tipos de políticos não se reelejam, como lição, a fim de aprenderem a valorizar nem que sejam os bens da sua terra, que, é bom dizer, nem de longe é a Casa de Mãe Joana – o que dirá de Maria Boa!

Falarei mais a respeito na sequência, com certeza.

Nathalie Bernardo da Câmara


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