quinta-feira, 15 de março de 2012

PACIÊNCIA TEM LIMITE!

“Quando um código florestal tira o princípio da proteção das florestas obviamente que não é mais um código florestal. Transforma-se em um código agrário...”.

Marina Silva
Líder socioambiental brasileira, em entrevista concedida ao jornalista Heródoto Barbeiro, âncora do Jornal da Record News.



E, mais uma vez, foi adiada a votação, pela Câmara dos Deputados, prevista para a última terça-feira, 13, das alterações, já aprovadas, inclusive, pelo Senado Federal, naquele que virá a ser o novo Código Florestal Brasileiro. O motivo, por sinal, bastante conveniente? A crise política na bancada do governo federal no Congresso Nacional. De qualquer modo, o fato é que – quem duvida? –, caso não fosse a tão polêmica crise política, outro pretexto seria posto em cena para novamente adiar a referida votação. Que caninga, como dizem os nordestinos! O líder do PSDB na Câmara, por sua vez, segundo a Agência Brasil, deputado federal Bruno Araújo (PE), responsabilizou o Executivo por tal remancho. E não somente pelo atraso da votação do Código Florestal Brasileiro, mas, também, o da Lei Geral da Copa de 2014, que terá como palco o Brasil – assunto, aliás, que não me desperta o menor dos interesses –, alegando, contudo, que os respectivos atrasos resumem-se na “comprovação da absoluta incompetência do governo na articulação com a sua base aliada”. Para o parlamentar, “uma base que está em crise com o governo por absoluta incompetência do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional” – crise essa (diga-se de passagem) classificada como “imbróglio político” pelo deputado federal Paulo Piau (PMDB-MG), já que ela apenas adia a submissão do documento à votação em questão, do qual é o relator.


 
“O grande problema que temos no Brasil é que quase nada avança...”.

Jerome Walcke
Secretário-geral da FIFA



Segundo ainda a Agência Brasil, o ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho acredita que o texto do novo Código Florestal Brasileiro (...) foi o melhor possível a ser buscado no momento e representa avanços na área, pedindo, inclusive, bom senso na votação. “A lei em vigor é exatamente dura e o decreto em vigor, da Presidência da República, é muito ruim para o produtor. Todo mundo precisa de uma nova lei. O código que está aí não é uma perfeição em matéria de lei, mas é o possível de ser construído e eu acho que representa um avanço, sim”, defendendo que os deputados tenham o tempo de que necessitarem para avaliar e votar o código. Tanto que, em sua opinião, a tentativa de supressão desse tempo pode causar reveses. “O tempo é dos parlamentares. E se tu tentas fazer com que esse tempo não exista, tu podes ter surpresas”. Para Mendes Ribeiro, o novo texto “não será o código dos ambientalistas, não será o código dos ruralistas, mas será o código dos brasileiros”, já que ele entende que existe consenso na quase totalidade sobre o projeto aprovado pelo Senado, embora poucos pontos tenham sido discutidos com o relator da matéria na Câmara, o deputado Paulo Piau. No entender de Marina Silva, contudo, a sociedade não vai aceitar nenhuma simulação, tipo a aprovação do novo texto do Código Florestal pela Câmara para garantir “certo conforto à Dilma”, a quem caberá sancioná-lo.




“Nós vamos pedir à presidenta Dilma que vete todos os artigos que se referem à anistia dos desmatadores e à redução da proteção das reservas legais, das áreas de preservação permanente, das nascentes e dos manguezais...”.

Marina Silva


Quero o meu ambiente por inteiro! Não pela metade...

Nathalie Bernardo da Câmara



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