domingo, 13 de fevereiro de 2011

BARBARIDADE, TCHÊ!


“Se o Brasil fosse um país sério,
Sarney não estaria no Senado...”.

Marco Antônio Villa
Historiador brasileiro, analisando o significado da reeleição do senador José Sarney (PMDB-AP) para a presidência do Senado.



Se o Brasil fosse um país sério, Sarney não teria direito nem a direitos políticos. Infelizmente, o eleitor de Sarney é desinformado, manipulado e espoliado pelo coronel do Maranhão e o povo brasileiro é masoquista por nada fazer para cobrar do governo federal medidas contra a presença desse homem no Congresso Nacional. Insistir na pensão vitalícia para a família de Tiradentes (1746 - 1792), considerado um dos mártires da Independência do Brasil? Parece piada. Não que os descendentes do mineiro esquartejado não tenham esse direito – nem sei se o tem –, mas é demagogia demais (e hipocrisia!) Sarney querer se mostrar preocupado com os erros do passado cometidos por autoridades brasileiras quando, a bem da verdade, o defensor da Bolsa Tiradentes ganha, mensalmente, mais de R$ 24 mil de pensão vitalícia, benefício, inclusive, questionado pela Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, que já levou o caso ao Supremo Tribunal Federal - STF.

O problema é que o STF não é confiável, pois é cupincha de Sarney, sempre fazendo, religiosamente, o que o político bem quer. Quem não sabe disso? Ou a gente não pode dizer o que sabe e o que pensa a respeito do que sabe? A gente não pode, por exemplo, dizer BASTA aos desmandos desse homem? Eu, particularmente, não o suporto. E é temerária a sua reeleição para a presidência do Senado – duvido que se a senadora Marina Silva (PV-AC) tivesse sido eleita presidenta do Brasil Sarney tinha sido reeleito para o cargo. Mas, como a eleita foi Dilma Rousseff, que dará continuidade as idéias megalomaníacas e surreais do ex-presidente Lula... Não é à toa que dizem, pejorativamente, que o Brasil é o país do carnaval, embora a alusão seja uma afronta a uma das suas festas mais populares. Não que eu seja chegada à folia – pelo contrário! –, mas, por uma questão de respeito, que se faça a identidade nacional. Isso é cultura. Infelizmente, por certas culturas, temos um Sarney da vida.

Um Sarney que desde o dia 31 de julho de 2009, por exemplo, mantém sob censura um dos mais importantes jornais do Brasil, que é O Estado de São Paulo, apenas porque o periódico denunciou falcatruas do filho do senador. E isso com a conivência de Lula. Agora, com a de la presidenta Dilma Rousseff, que, aliás, diz que defende a liberdade de expressão e de opinião. Sei não, mas é demais para os meus dois neurônios, ainda mais quando leio que Sarney se posicionou contra interesses corporativos durante o processo da reforma política no país. Ora, o que muita gente sabe é que tudo desse homem é corporativo. A sua filha, inclusive, também recebe uma pensão vitalícia do governo... E ainda questionam um salário mínimo de, no mínimo, R$ 600! De fato, como disse Lula, “Sarney não pode ser julgado como um homem comum”. Como, então? Eu não entendo de leis, pois fiz jornalismo e estudei cinema, mas entendo de justiça. Por mim, ele seria julgado como bandido...


Nathalie Bernardo da Câmara


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