segunda-feira, 1 de novembro de 2010


EU VOU, EU VOU PARA PINOQUILÂNDIA, EU VOU...




“Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso: eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade...”.

Paulo Freire (1921 - 1997)
Educador brasileiro


Estou no país da democracia, segundo Lula. VIVA! Abram, então, o champagne. E, nesta terça-feira, 2 de novembro, é feriado, parando um nação inteira para comemorar os mortos – dos outros (eu não tenho nada a ver com isso). Ora, quem quiser que comemore as suas perdas da forma que bem entender. Agora, para Pinoquilândia – ou seria penicolândia (de penico, mesmo) –, tudo vale! Já não bastam todos os feriados ditos santos, onde os devotos adoram um pedaço de gesso? É santo disso, daquilo... Que nojo! Vá para o seu templo quem quiser. Mas não parem Pinoquilândia por causa disso. Só que eu acho que é por isso que o país não avança. E a gente ainda tem de agüentar Lula dizer que o Brasil é laico. Laico uma merda! Se fosse laico não teria tanto feriado católico – que não suporto. Cadê Veneza? Que rezem por mim, então – como se eu acreditasse em reza – os meus dois queridos (neles ACREDITO): um, medieval, o monge italiano Giordano Bruno (1548 - 1600), e o outro que morreu há pouco, o escritor português José Saramago (1922 - 2010)... Falando nisso, que Joana D’Arc nos proteja.


Nathalie Bernardo da Câmara


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Aceita-se comentários...